segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Raso
De todo mármore em seu fogo
Seco os olhos de desejo
Se eu sinto o cheiro da morte
Não me perco,só me acho.
Seu fogo não acolhe minha água
Queima devagar e de desgosto
Queima na capa e no couro
Mas não adentra a minha alma...
Falta-lhe água, meu bem...
A fonte que me recria e me enfeita
E de fogo em vez não me acalma
Não adormece em mim
Tua verdade...
Tua beleza branca e fria
Tão dura é tua calma.
E de delícia em carne tão gostosa
Teu fogo não suplanta a sua planta
E por isso não deságua...
E por ser tão raso, eu não mergulho
Neste teu ser de recreio
de matéria e de laço.
Agora, em perpétua vida
Me deixa apenas o ócio
A pura realidade
Onde não há sonho
Não há dor e nem compasso.
Ruir
Tão bom deixar ruir
Aquilo em que se acredita
Pois em tua beleza me debruço
E diante de tua verdade me sufoco.
Em cama dura de absurdo
Penso que lhe falta fogo...
falta-me ar e liberdade
E tão logo respiro fundo
Mais fundo que minha própria alma
para entender um pouco mais do tédio
E da aridez do mundo.
Aquilo em que se acredita
Pois em tua beleza me debruço
E diante de tua verdade me sufoco.
Em cama dura de absurdo
Penso que lhe falta fogo...
falta-me ar e liberdade
E tão logo respiro fundo
Mais fundo que minha própria alma
para entender um pouco mais do tédio
E da aridez do mundo.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Minha mãe Yemanjá
Me vestiu de liberdade
E levou embora em suas ondas
Todo o gosto amargo desse
Doce andor
Minha mãe
soprou bem forte em meus ouvidos
A música mais doce que eu já pude ouvir
E me trouxe teu filho em teus braços.
De manhãzinha, como um malmequer
Como um botão
E foi brotando, bem devagar
Dentro de mim
Enrolada em seu manto de amor
Minha mãe
Diluiu meu sentimento
Em verdade e em delícia
Minha água e minha vida
Numa só gota
De Carnaval.
Me vestiu de liberdade
E levou embora em suas ondas
Todo o gosto amargo desse
Doce andor
Minha mãe
soprou bem forte em meus ouvidos
A música mais doce que eu já pude ouvir
E me trouxe teu filho em teus braços.
De manhãzinha, como um malmequer
Como um botão
E foi brotando, bem devagar
Dentro de mim
Enrolada em seu manto de amor
Minha mãe
Diluiu meu sentimento
Em verdade e em delícia
Minha água e minha vida
Numa só gota
De Carnaval.
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