Fugindo
de minhas palavras
Labaredas de
poesia cotidiana
O que antecede
a respiração
De todo instante
Sou toda
Momento...
Atemporizo
Me permito escapar
e adormeço
Para não ouvir
essa voz de permeio
Minha própria dor
Crepitante
O borbulhar na garganta
Um vento...
A desventura companheira
E relutante
Um sonho febril
Olhar infante
Para não teorizar sobre a vida
nem sobre você.
Não quero me encontrar
Em qualquer esquina
Fujo de mim nessas ruas vazias
De meu corpo solitário
Incompreendido
Coberto de desejo
Renascido em mil palavras...
Sou o instante
Aquele que te fita á porta
De minha espera
A voz que fala o seu nome
Em simples verso
O meu cantarolar
ao meio dia
Esse pestanejar
Entre a decepção
E a alegria.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Profecia
Quando já não valer a pena
Deixarei essa esperança
Estendida no varal
Fecharei delicadamente
A porta entreaberta
Atrás de mim
E darei voltas no mundo
Saltarei por imensos abismos
Sem apego aos seus braços
E tudo o que hoje em você
Me desperdiça
Já não arderá tanto...
O que em mim explode
Pulsa, derrama
Jamais despertará silêncio
Numa noite de angústia
O esquecimento não acorda
Com apenas um temporal
O amor fala mais alto
Solar, incandescente
Independente de chuvas sazonais
e tropeços de engano.
Deixarei essa esperança
Estendida no varal
Fecharei delicadamente
A porta entreaberta
Atrás de mim
E darei voltas no mundo
Saltarei por imensos abismos
Sem apego aos seus braços
E tudo o que hoje em você
Me desperdiça
Já não arderá tanto...
O que em mim explode
Pulsa, derrama
Jamais despertará silêncio
Numa noite de angústia
O esquecimento não acorda
Com apenas um temporal
O amor fala mais alto
Solar, incandescente
Independente de chuvas sazonais
e tropeços de engano.
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