segunda-feira, 20 de julho de 2015

Pablo Neruda

Era livro
Coisa nenhuma
Só uma dor
Que não se sabe onde começa
Nem quando termina.
O único e interminável
Pretexto
Que te fizesse lembrar
Da minha existência.
Ainda hoje
Procuro respaldo
Nos livros que leio
Em busca de algum poeta
Que explique
O inexplicável
Sentimento
Que não finda.
De todos os pássaros
Que vi essa noite
Os mais lindos
Estavam pendurados
Em paredes de sonhos azuis
Entre cobertas e cordéis estrelados
Nesse mar de fumaça e encontro
Ele me faz em verso
E de gole em gole
Me poetiza.