Desde ontem ensaio um poema
Que de tão baixo
Nem quero escrever!
O que penso é tão pequeno
Que me leva ao nível
mais barato de mim mesma.
E vejo que o que sinto
É maior que tudo o que já senti.
É capaz de desvendar de fato o que sou
E aquilo o que nem quero ser.
Mas se mergulho de vez em verdade
Vejo o que sempre vive velado
No infinito indizível do que sou.
E talvez só mesmo em sopro de maldade
Minha vida se deleite em sua morte
E se canse de uma vez de te esperar.
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