Enquanto dormia em seus braços
O mundo girou devagar
Mil sóis brilharam no escuro
Estrelas dançaram de alegria
em silêncio de calma e de morte.
Quando me destes
O último olhar daquele dia
Me trouxeste a ânsia e o assombro
A desventura da partida
A dor física do abandono.
E me vi caindo no poço
de minha própria voz
Me perdi em gritos mudos
quando te encontrei
E submergi do meu sonho
Quando descobri o seu nome.
Parece que tudo
Em ti me desperta
E descubro em teu silêncio
Os gostos e os perfumes
Do prazer e da bondade.
O sonho, a infância e o deleite:
Em sua boca e seus lençóis.
Em seu quadril
Entrego a minha sorte
E em teus olhos
Percorro o meu caminho
Me entrego à força
Dos seus dentes
E já não vivo:
Sem seu sopro e sua voz.
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