domingo, 18 de novembro de 2012

O amor é de quem relaxa
De quem esquece que ele existe
De quem dedica essa doce canção
A quem menos se espera...

O amor é de quem respira
De quem se reparte em mil pedaços
De quem se ama,de quem se basta
De quem se recria...

O amor é das crianças
de quem traz leveza e paz
Meiguice e confiança...
Presente!

E nem sempre vem embalado
Na melhor das caixas...
Nunca se encaixa 
em grandes expectativas.

Ele apenas acontece...

O amor é mesmo um laço
daqueles bem feitos
Que só folga
quando apertamos a fita.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Assim como Neruda "Em nome do meu mutante amor
proclamo a pureza..."
Me debruço sobre o que mais combato e me rendo ao que menos propago.
Escondo a minha pureza embaixo dos véus da minha insanidade.
Dessa liberdade inebriante,vou tecendo o meu destino em gozo e solidão.
Quanto mais grito em alto som a minha malícia
mais etérica e santa se torna a minha alma:
Ela guarda a intensidadede todos os meus instantes,
A verdadeira fidelidade:
Essa palavra que ninguém enxerga e em cegueira total se pronuncia...
Porque quando sou de todos e de ninguém
Alago de sossego meus passos de doçura
profano meu caminho diante do que vejo:
Vejo a mentira reinante na morte maquiada de enlace
E ardo em mil delírios e me deleito em minha imaculada pureza.
Busco meu completo desapego enquanto a vida me observa
E quero sempre mais...
Mais do que vejo, ainda mais do que sinto e do que eu possa merecer.
Quero a minha passagem errante,sentir cada passo em meus pés.
Sentir o vento suave da mais profunda verdade....
Proclamo a minha pureza,sim,quando submeto a minha língua
ao sabor do seu prazer
Quando entrego meu corpo e minha espera em seus braços
Quando falo aos quatro ventos que quero a liberdade de ser
e de querer ser de quem quero.
E quando encontro em minha renúncia os poemas de Cecília...
Me deleito em minha pureza,entendo o sarcasmo das horas perdidas
Entrego minha vida,meus sonhos e delírios à sua sorte.
Me descubro plenamente minha tão pura e tão mundana...
Quando meu maior desejo habita
no mistério de uma constante pergunta:
Quem sou eu?


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Solidão


Certa apenas de que chego
em sua vida
Chego para me salvar
de mim mesma
Para sublimar meu andor
E entender seu calvário
Perceber sua terna dor
E impaciência...
Nossa morte pronta.
Nossa mesa imposta.
Me deixe mergulhar
em sua sombra 
E sentir que brisas
te refrescam...
Onde estão os seus sonhos
Em que densas músicas
eles se escondem?
Quero ver onde mora
Esse furor
De desprezo
Esse mar
de cômoda agonia
Esse obscuro suicídio
Esse amor de medo
e de lembrança.
Quero beber a gota
Da lama em que surge
Da morte que venera
do beijo e do sangue...
Da sua tão apaixonante
Solidão.