Carrego na bolsa
Um adeus despedaçado
Latejando no aguardo
Do tão esperado abandono...
Sempre á espreita de qualquer
Frieza tranquila
A água gelada do seu pensamento...
E me despeço de você
Cada dia um pouco mais...
Me deixo ser escolhida
Porque crer em tuas dúvidas
E me deixar morrer aos poucos
Talvez seja o único suicídio explicável
Em meus versos...
E atendendo ao seu chamado
Vou e volto presa aos teus pedidos
Com tuas mãos em meus cabelos
E teu hálito em minhas pernas
Para contradizer minha incredulidade
E eternizar a alegria
De sucumbir aos seus encantos...
E da lembrança de teus olhos tristes
Venho amarrada pela cintura
Aos laços de nossas escolhas
Esperando apenas pelo dia
Em que bata á minha porta
E despeje em meus olhos
Um silencioso e incontestável adeus.
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