Deixo o futuro pra depois
Porque o presente me completa
Ele fala bem alto em meus suspiros
E me espera em noites de sono
E de sonho acordado.
Hoje, não sei onde chegar
Por isso caminho sem pressa
Um dia de cada vez
Cada andança, um recomeço
Cada passo, uma saudade.
De repente
Minha dor ficou pequena
Depois de você
Tudo em mim fala baixinho
Sussurra em meus passos
Um derramar de caminhos
Cubro-me com os lenços
de tantos instantes.
Cedo, só esse amor insiste em gritar!
E como quem não espera nada
Senão a morte
Desenterro minhas últimas ambições:
Tão simples são meus sonhos
Tão persuasivas são as minhas vontades.
Só quero
que sua luz permaneça
brilhante em meus olhos
Que esse saborear lacrimal
Seja doce e intenso
E que tudo mais que nos resta
Seja eternamente proibido.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Sonho
Meu sono abriga um mar inteiro
Durmo em canoas íntimas
Balançando em nauseantes sonhos
Tentativas fantásticas de mergulho
Pescando palavras silenciosas e submersas.
Sempre tento lembrar de calmarias e amparos
E o que encontro são ondas imensas
Gotejantes tristezas e alegrias incertas
Me desequilibro a cada minuto
E quando toco o último verso
Busco apenas uma frase que defina
Esse abortamento de verdades.
Sinto que caio, vacilo e então desperto:
Onde foram parar as palavras que te disse um dia?
Revisito meus baús e os encontro tão vazios
Vazios de seus olhos e de suas permanências
Entristecidos de ausência de loucura
Revestidos de bordados desfeitos em pedaços.
A vida apagou nossos nomes dos livros
Em que adormecemos
Riscaram linhas de capítulos esquecidos
O mar encobriu com suas águas as últimas pegadas
Da areia em que meus pés pisaram
E os ventos que guardavam minhas lembranças
Sopraram para um tempo que nunca existiu.
Me assombro
Com a invisibilidade de nossa história
Porque na verdade ela nunca existiu:
Foi apenas um sonho.
Então sepulto seu nome
Nas tábuas rentes do meu barco
Navegando em realidade distante e absoluta.
Durmo em canoas íntimas
Balançando em nauseantes sonhos
Tentativas fantásticas de mergulho
Pescando palavras silenciosas e submersas.
Sempre tento lembrar de calmarias e amparos
E o que encontro são ondas imensas
Gotejantes tristezas e alegrias incertas
Me desequilibro a cada minuto
E quando toco o último verso
Busco apenas uma frase que defina
Esse abortamento de verdades.
Sinto que caio, vacilo e então desperto:
Onde foram parar as palavras que te disse um dia?
Revisito meus baús e os encontro tão vazios
Vazios de seus olhos e de suas permanências
Entristecidos de ausência de loucura
Revestidos de bordados desfeitos em pedaços.
A vida apagou nossos nomes dos livros
Em que adormecemos
Riscaram linhas de capítulos esquecidos
O mar encobriu com suas águas as últimas pegadas
Da areia em que meus pés pisaram
E os ventos que guardavam minhas lembranças
Sopraram para um tempo que nunca existiu.
Me assombro
Com a invisibilidade de nossa história
Porque na verdade ela nunca existiu:
Foi apenas um sonho.
Então sepulto seu nome
Nas tábuas rentes do meu barco
Navegando em realidade distante e absoluta.
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