A última palavra é a despedida
Porque velei os meus olhos
Renunciei
Á beleza do olhar sobre a vida
E acreditei por um momento
que a verdade nunca existiu.
Achei que o que fosse raro
Mesmo que uma vez acabado
Fosse guardado num tempo
Entre o infinito e o espaço
e que nada ou ninguém
Fosse capaz de destruir
Aquilo que o universo
guardou um dia.
Como se não nos pertencesse
Como se a história
Fosse dona de si mesma...
Busquei o respeito
Senão a nós mesmos
Pelo menos que houvesse
Ao eterno bordado
em que teceram nossas vidas.
Nem que fosse ao costureiro
Que bordou nossa história!
Imaginei
Que revenciaríamos o destino
Esse eterno condutor
De causas desconhecidas
E tudo o que encontrei
Foram flores jogadas á minha cova
Por desconhecidos ignorantes
Que jamais sonharão
com as marcas e a direção
de nossos passos.
Acordei
Entre soluços
Para ver os brotos
Da desesperança nascerem
Para admirar a morte
de jardim tão florescido
Em amor e saudade
Carinho e desgraça.
Continuei dormindo
Para que talvez um dia
Volte a acreditar na vida
Lance-me em altares preciosos
para lavar minhas feridas
E curar os meus olhos
De vida, de beleza e de encontro.
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