Deixei meu olhar pendurado
Na janela da varanda
Esperando teus passos
Em sombra inteira
Estiquei meus braços
E com a alegria nos pés
Escorreguei à minha infância
Chovia fininho
Em céu estrelado
Cada gota molhava
Meu solo em pranto
Cheguei atrasada
Em minha própria morada
Tardia e singela
Fora minha esperança
Passei a cultivar
Meus jardins em peito aberto
Procurei tua boca
Em flores nascidas
De paz em paz
Regava meus sonhos
Até despencar
De vez nesta vida
Até hoje estou juntando
Pedaços de mim mesma
Procuro meus cacos
Confusa em cada esquina
Soletro meu nome
Quando o encontro é contínuo
Reconheço meu rosto
Em espelhos partidos
Até encontrar
A parte exata que me falta
Até descobrir
Que nada me completa.
Meu Deus, o que é isso? Me diga, o que é isso??? Como pode ser tão real? Como pode ser tão vivo? Sequestra a alma e entorpece a mente!Esse poema é uma obra prima!
ResponderExcluirObrigada!
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