O meu poema é feito já sem palavra
É coisa da alma,um sentimento rico
Num vocabulário barato.
É cada vez maior quando se esconde
No meu travesseiro
No som de uma canção
Na mesa do bar
Ou no quarto dos fundos.
Ainda não sabe dizer com a caneta
O que o envolve todos os dias
O despertar da vida
Que o completa por inteiro
As horas repetitivas
E os minutos inesperados
O completo desapego
E a distância entre dois mundos.
O meu poema vive encoberto
Por uma névoa branca
Onde se escondem tantos reinos...
Ainda gira em torno de paranóias verbais
De sentimentos bregas
De problemas existenciais...
Nem ele sabe quem o observa
Do lado de cá
Desse mundo descoberto
Em que o tempo passou
e nada mudou:
Todos sofrem por amor
E mesmo quem não sabe escrever
Ainda faz poesia.
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