sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Para sempre



Quero nosso chão gelado
Aquele em que me aconchega
E me enlaça
E me derrama mil olhares
E me aquece de afago.

Quero aquelas gotas infinitas
Seguidas de doces beijos
Sua dor de quase gozo
Meu calor e seu compasso.

Quero suas respostas
Sem consignas
Seu imediato deguste
Minhas palavras de pecado
Nosso silêncio de acaso.

Quero sua comida viciante
Sua voz ao telefone
A euforia de sexta à noite
Orgasmos de insônia...

Mas só se for pra sempre.

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