Sábado a noite
Penso que a morte é o melhor remédio
Que os dias já não valem a pena
E que a espera é mero
consolo de quem vive
Penso que sou única
O diabo que desafia a paz alheia
Aquela que delira em verdade
Que vive a margem da inveja
Mergulho com minhas taças de fel
Entre lembranças e desejos
No calor de uma noite medíocre
Em chamas de puro labor
Penso em seus dedos em minha carne
No seu hálito cor de mármore
Nos meus gozos de renúncia
Nas minhas lágrimas disfarçadas
E lembro que sou sua
Desde antes de te olhar
Porque só suas palavras me conhecem
E nelas triste encerro minha busca
Em festejo e funeral de corpo ausente.
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