Ingrata certeza
De cortar-me em mil pedaços
Juntar-me todos os dias
E ainda assim
Não ser o suficiente
Para me sentir inteira...
Que completude
É essa em que esbarro
nas esperançosas esquinas
dessa cidade subterrânea
Chamada nostalgia?
Que merecimento
me aguarda
Sem legitimar
o absurdo?
Só sei
dessa linha imaginária
Entre dúvida e certeza...
E então me sinto intrusa
E inocente
Despedaçada indigente
Buscando só me recompor.
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