segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Sono

Continuaria dormindo
Não fosse essa lua
Que em brilho e ousadia
Gritasse em meu peito
Outra vez o teu nome

Contemplativa
Vejo teus olhos
Em céu estrelado
Ressoa a lua com seu lustre em canto
Anoitece a alma em tua lembrança

E silenciosa
Do fim ao começo
Me atinge o amanhecer
Confunde meus sonhos
Rabisca meus passos
Enfim adormeço

E o que sinto
Permanece
Vasto
Infinito
Inteiro

Profundo
Caminho
Iluminado
Sobreposto
Em minha vida
Adormecido em meus sapatos
Guardado em trapos
De bom sono

Só você me acalenta e me desperta
Habitante antigo
Do universo onírico
Do meu travesseiro.





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