Como
se fosse hoje, te esperei entre as quartas mais cinzas e um quarto no
alto onde se ouvia o mar. Mais uma vez. Janelas adentro, vento
soprando no agosto do seu inverno. Éramos amantes, sempre a
carne e o beijo. O chapéu que avistava primeiro, pulando a cancela
equilibrado. Assim o bolo e o pão cheiravam mais. O desejo do corpo,
uma amizade no cio. Era esse pássaro que esperava no fim da tarde
para comer mais do que devia com a voracidade de quem morria de fome
ou de prazer. De repente e agora vivencio seus olhos, caminhando em
rua estranha. Era você, envolto a dor entorpecente, tão próxima da
língua e do corpo que me cobre.
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