domingo, 15 de fevereiro de 2015

Se a felicidade soubesse meu nome
e andasse de pronto
ondejante em meus mares
Me esvaziaria de incertezas
e me reduziria a algodão...
Voaria distante levada
por tempo soprado
Ao vento e ao solo
Destinada
À semente derradeira
plantada em pouco sangue...
E assim criada à pouca dor
e nenhuma espera
Deixaria imaculada
essa marca perfurada
Em minhas entranhas
E me faria outra:
Nunca mais seria
prisioneira
de nauseantes doçuras
e olhares infantes.

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