Bordados
Costuro enquanto
estilhaça o meu corpo
peito refeito e desfeito
com mil fios e trapos
Pequenos bordados
sangrantes
relatos
memorias indóceis
frívolo amor.
Tão fugaz
a felicidade em visita
ligeira
escapou-me às mãos
como as águas do mar
em tempo de senti-la
Escorrer
entre dedos cortantes
Sem promessa, vontade
pistas, verdades
Só a agulha que escreve
Essa dor à metade
Nauseante centelha
De inércia e espera.
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