Sorrateiro
Contido em gritos
Disfarçado de força
paz de espírito
Dor que lateja
Em volantes
e finos lençóis
Roupa de carne
já tão pesada
e esdrúxula
Quem és tu, minhas vestes?
De onde vens,meus disfarces?
Agora
quero mostrar a ferida
O sangue
a carne viva
o céu aberto
da boca em vício
o olho estéril
e o sonho alado!
Palavra não proferida
mata-me aos poucos
Reinventa a loucura
do obcecado apego
Corta-me os pulsos
essa voz debutante
Presa as cordas vocais
às primeiras vogais
do meu nome
à prontidão da bílis
e do vômito.
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