Escuta o meu silêncio
Aquilo que falo
Quando lanço em ti
O meu primeiro olhar.
O silêncio do meu mundo
Cheio de palavras.
A escuridão do meu sono
De drama e de desejo.
Escuta o meu silêncio
Que se desdobra
em letras e canções
só pra dizer
Que o que sinto é tanto
que penso em desistir.
Amo quem nem sei
Quem nem conheço
quem desejo intuir
em triste reflexo.
Pois tudo em mim
Morre de sofrer
Tudo em mim
É tão denso e tão fugaz.
Meu silêncio escorre
nas feridas que trago
E na água transparente
da minha alma de menina.
Então, sendo assim
Escuta em mim
O intervalo de nós dois.
O meu silêncio
Mesmo que distante
No mar onde ele habita
Nas ondas em que me entrego
Na incerteza de meus passos
Nas minhas lágrimas de outrora
No meu prazer e meu sorriso.
Escuta enfim
Mil cartas escritas em suor
A minha prece em tua boca
Minha luz entre o abismo.
E me entrega o seu suspiro,
Seu sabor, suas palavras,
Seus dias de ócio
Sua dor e seu trabalho
Sua vida e nada mais.
terça-feira, 27 de março de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
Meu sonho
Enquanto dormia em seus braços
O mundo girou devagar
Mil sóis brilharam no escuro
Estrelas dançaram de alegria
em silêncio de calma e de morte.
Quando me destes
O último olhar daquele dia
Me trouxeste a ânsia e o assombro
A desventura da partida
A dor física do abandono.
E me vi caindo no poço
de minha própria voz
Me perdi em gritos mudos
quando te encontrei
E submergi do meu sonho
Quando descobri o seu nome.
Parece que tudo
Em ti me desperta
E descubro em teu silêncio
Os gostos e os perfumes
Do prazer e da bondade.
O sonho, a infância e o deleite:
Em sua boca e seus lençóis.
Em seu quadril
Entrego a minha sorte
E em teus olhos
Percorro o meu caminho
Me entrego à força
Dos seus dentes
E já não vivo:
Sem seu sopro e sua voz.
O mundo girou devagar
Mil sóis brilharam no escuro
Estrelas dançaram de alegria
em silêncio de calma e de morte.
Quando me destes
O último olhar daquele dia
Me trouxeste a ânsia e o assombro
A desventura da partida
A dor física do abandono.
E me vi caindo no poço
de minha própria voz
Me perdi em gritos mudos
quando te encontrei
E submergi do meu sonho
Quando descobri o seu nome.
Parece que tudo
Em ti me desperta
E descubro em teu silêncio
Os gostos e os perfumes
Do prazer e da bondade.
O sonho, a infância e o deleite:
Em sua boca e seus lençóis.
Em seu quadril
Entrego a minha sorte
E em teus olhos
Percorro o meu caminho
Me entrego à força
Dos seus dentes
E já não vivo:
Sem seu sopro e sua voz.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Cidade
Me fizeste pisar em lama
E sentir o suor mais denso
Em meu âmago
de desleixo e sol.
Em puro sal e bijuterias
Te mostro o meu lado profano
pobre e mundano
que ganhastes de pronto
Quando me viu.
Me faz feliz
No mais improvável
Dos lugares
no momento menos propício
Nos becos mais simples
De nossa cidade.
Em promessa e guia
de tanta poeira
De cerveja, sonhos
cheiros e vontades
Meus olhos então
te procuram
Na rota do fogo,
na prata do mar...
Na areia em que piso
na luta e na dança.
Não me importa o canto
O modo, o lugar
Minha vida te chama
Meu homem
Pra dentro do rio
Que corre
Em meu leito
Em meu sangue
Em meu peito.
E sentir o suor mais denso
Em meu âmago
de desleixo e sol.
Em puro sal e bijuterias
Te mostro o meu lado profano
pobre e mundano
que ganhastes de pronto
Quando me viu.
Me faz feliz
No mais improvável
Dos lugares
no momento menos propício
Nos becos mais simples
De nossa cidade.
Em promessa e guia
de tanta poeira
De cerveja, sonhos
cheiros e vontades
Meus olhos então
te procuram
Na rota do fogo,
na prata do mar...
Na areia em que piso
na luta e na dança.
Não me importa o canto
O modo, o lugar
Minha vida te chama
Meu homem
Pra dentro do rio
Que corre
Em meu leito
Em meu sangue
Em meu peito.
domingo, 11 de março de 2012
Presente
Tão linda é a vida
Que nos traz o seu gosto mais doce
quando a amargura nos abate...
Tão linda é tua força
Teus olhos de aconchego
Tua pele em minha língua
Teu amor suave e quente.
E de loucura
Á profunda paz
Vou vivendo agora...
De lembranças no parque
Recrio meu caminho
Mergulho em suas águas
Degusto como se fosse o último
o meu maior e tão simples presente.
Que nos traz o seu gosto mais doce
quando a amargura nos abate...
Tão linda é tua força
Teus olhos de aconchego
Tua pele em minha língua
Teu amor suave e quente.
E de loucura
Á profunda paz
Vou vivendo agora...
De lembranças no parque
Recrio meu caminho
Mergulho em suas águas
Degusto como se fosse o último
o meu maior e tão simples presente.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Raso
De todo mármore em seu fogo
Seco os olhos de desejo
Se eu sinto o cheiro da morte
Não me perco,só me acho.
Seu fogo não acolhe minha água
Queima devagar e de desgosto
Queima na capa e no couro
Mas não adentra a minha alma...
Falta-lhe água, meu bem...
A fonte que me recria e me enfeita
E de fogo em vez não me acalma
Não adormece em mim
Tua verdade...
Tua beleza branca e fria
Tão dura é tua calma.
E de delícia em carne tão gostosa
Teu fogo não suplanta a sua planta
E por isso não deságua...
E por ser tão raso, eu não mergulho
Neste teu ser de recreio
de matéria e de laço.
Agora, em perpétua vida
Me deixa apenas o ócio
A pura realidade
Onde não há sonho
Não há dor e nem compasso.
Ruir
Tão bom deixar ruir
Aquilo em que se acredita
Pois em tua beleza me debruço
E diante de tua verdade me sufoco.
Em cama dura de absurdo
Penso que lhe falta fogo...
falta-me ar e liberdade
E tão logo respiro fundo
Mais fundo que minha própria alma
para entender um pouco mais do tédio
E da aridez do mundo.
Aquilo em que se acredita
Pois em tua beleza me debruço
E diante de tua verdade me sufoco.
Em cama dura de absurdo
Penso que lhe falta fogo...
falta-me ar e liberdade
E tão logo respiro fundo
Mais fundo que minha própria alma
para entender um pouco mais do tédio
E da aridez do mundo.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Minha mãe Yemanjá
Me vestiu de liberdade
E levou embora em suas ondas
Todo o gosto amargo desse
Doce andor
Minha mãe
soprou bem forte em meus ouvidos
A música mais doce que eu já pude ouvir
E me trouxe teu filho em teus braços.
De manhãzinha, como um malmequer
Como um botão
E foi brotando, bem devagar
Dentro de mim
Enrolada em seu manto de amor
Minha mãe
Diluiu meu sentimento
Em verdade e em delícia
Minha água e minha vida
Numa só gota
De Carnaval.
Me vestiu de liberdade
E levou embora em suas ondas
Todo o gosto amargo desse
Doce andor
Minha mãe
soprou bem forte em meus ouvidos
A música mais doce que eu já pude ouvir
E me trouxe teu filho em teus braços.
De manhãzinha, como um malmequer
Como um botão
E foi brotando, bem devagar
Dentro de mim
Enrolada em seu manto de amor
Minha mãe
Diluiu meu sentimento
Em verdade e em delícia
Minha água e minha vida
Numa só gota
De Carnaval.
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