Não diga nada
Continue com seu silêncio de morte
Pois em morte vivo e nela te aguardo
Pois morta vivo diante da sua vontade...
Faça-se a sua vontade, meu bem!
Pois você nem sabe o que me prometeu
E já sou feliz porque te conheci um dia
E porque me trouxe o amor,
Pelo menos uma vez...
E em seu mundo ilegível
E suas conquistas distantes
Aprendi a viver resignada
Aguardando o fim dos últimos tempos...
Aguardando que um dia nesta vida
Te encontre por acaso...
E vou vivendo na ilusão contínua
Desta vida de pequenas mentiras
Porque se não te vejo
Posso sublimar o que sinto..
Mas se você se faz presente
Nada mais para mim existe
Somente você!
Pois se te escrevo essas cartas baratas
É pra não morrer em silêncio, meu bem!
Não diga nada
Continua em silêncio
Para que minha dor seja mais branda
E minhas lágrimas jamais te alcancem.
domingo, 23 de outubro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Frase
Me transborda
Como se o mundo acabasse hoje
E qualquer quarto na rua
Fosse pra sempre o nosso lugar!
Transborda a minha boca de sonhos
Enche-me de gotas de amanhã
Derrama em minha taça seus beijos
Minha vodka, meu prazer.
Me transborda
Liberta essa fonte em meus olhos
Deságua minha vida num curso
Lágrima de simples querer.
E tal qual frase de Clarice
Me molha com suas mãos de orvalho
Me prende de noite em seu colo...
E não me adore
não me complete
E nem me explique:
Apenas
Me faça transbordar...
Como se o mundo acabasse hoje
E qualquer quarto na rua
Fosse pra sempre o nosso lugar!
Transborda a minha boca de sonhos
Enche-me de gotas de amanhã
Derrama em minha taça seus beijos
Minha vodka, meu prazer.
Me transborda
Liberta essa fonte em meus olhos
Deságua minha vida num curso
Lágrima de simples querer.
E tal qual frase de Clarice
Me molha com suas mãos de orvalho
Me prende de noite em seu colo...
E não me adore
não me complete
E nem me explique:
Apenas
Me faça transbordar...
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
O mais barato
Desde ontem ensaio um poema
Que de tão baixo
Nem quero escrever!
O que penso é tão pequeno
Que me leva ao nível
mais barato de mim mesma.
E vejo que o que sinto
É maior que tudo o que já senti.
É capaz de desvendar de fato o que sou
E aquilo o que nem quero ser.
Mas se mergulho de vez em verdade
Vejo o que sempre vive velado
No infinito indizível do que sou.
E talvez só mesmo em sopro de maldade
Minha vida se deleite em sua morte
E se canse de uma vez de te esperar.
Que de tão baixo
Nem quero escrever!
O que penso é tão pequeno
Que me leva ao nível
mais barato de mim mesma.
E vejo que o que sinto
É maior que tudo o que já senti.
É capaz de desvendar de fato o que sou
E aquilo o que nem quero ser.
Mas se mergulho de vez em verdade
Vejo o que sempre vive velado
No infinito indizível do que sou.
E talvez só mesmo em sopro de maldade
Minha vida se deleite em sua morte
E se canse de uma vez de te esperar.
sábado, 27 de agosto de 2011
Me incomoda
Tudo o que você faz me incomoda
Desacomoda tudo aqui dentro
E vou me enchendo em doses duplas
De raiva,loucura e poesia.
E aos poucos vou me embriagando
De um desejo de nem querer mais...
Mas de não querer saber
Disso não:
Disso eu não morro mais!
Te quero de sopro
De desabafo
Te quero só por hoje
No instante menos eterno
Te amo e assim te empresto
E talvez por isso não presto!
E vivo a te namorar escondido..
E vivo a te espreitar ...
Como um bandido...
A seguir teus passos por intuição
A sonhar contigo
Por inspiração..
E prefiro saber de uma vez
Mesmo que não esteja escrito,
E decido te emprestar a vida inteira
Mas morrer contigo!
E esse incômodo
É o que me mata
É o que me resta
E o que te faz ainda vivo.
Desacomoda tudo aqui dentro
E vou me enchendo em doses duplas
De raiva,loucura e poesia.
E aos poucos vou me embriagando
De um desejo de nem querer mais...
Mas de não querer saber
Disso não:
Disso eu não morro mais!
Te quero de sopro
De desabafo
Te quero só por hoje
No instante menos eterno
Te amo e assim te empresto
E talvez por isso não presto!
E vivo a te namorar escondido..
E vivo a te espreitar ...
Como um bandido...
A seguir teus passos por intuição
A sonhar contigo
Por inspiração..
E prefiro saber de uma vez
Mesmo que não esteja escrito,
E decido te emprestar a vida inteira
Mas morrer contigo!
E esse incômodo
É o que me mata
É o que me resta
E o que te faz ainda vivo.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Pecado
Gosto de quem sabe rezar
Porque em suas mãos
Sempre há um segredo
E em delicados pecados
Calam-se as bocas
Do mundo inteiro...
E em rezas,terços e mantras
Tecem-se vestes de mudança
Abrem-se as portas
Das noites sem fim
Entre línguas e bocas
Dentes de marfim...
E na penumbra dos olhos vorazes
Revela-se o amor de Deus
Em seu corpo nu
E em dedos longos e inquietos
Tocam-se músicas
De luz em versos...
E notas de pura fé
Emaranham-se em meus cabelos
Decerto,dispersos
Despertos.
Porque em suas mãos
Sempre há um segredo
E em delicados pecados
Calam-se as bocas
Do mundo inteiro...
E em rezas,terços e mantras
Tecem-se vestes de mudança
Abrem-se as portas
Das noites sem fim
Entre línguas e bocas
Dentes de marfim...
E na penumbra dos olhos vorazes
Revela-se o amor de Deus
Em seu corpo nu
E em dedos longos e inquietos
Tocam-se músicas
De luz em versos...
E notas de pura fé
Emaranham-se em meus cabelos
Decerto,dispersos
Despertos.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Súplicas
Lamento nossa doença
E nosso caminhar obscuro...
E de que medo eu sinto,
Da sua morte ou da minha?
De que dor eu sofro,senão for
Da nossa morte que pressinto?
Te vejo morrer
Na angústia e na ilusão...
Enquanto eu aguardo a visita
Dos demônios da descrença
E da obsessão...
Visita-me, então
Todas as noites, meu bem...
Em nosso mundo particular
Onde não existe nada
Nem ninguém...
Somente eu evocê
E me faz acreditar
Que ainda existem estrelas...
Mas não deixe
Que a superfície do seu mundo
Me afogue...
Pois há muito tempo
Mergulho em águas de dor
E qualquer gota de alegria
É capaz de me matar.
E nosso caminhar obscuro...
E de que medo eu sinto,
Da sua morte ou da minha?
De que dor eu sofro,senão for
Da nossa morte que pressinto?
Te vejo morrer
Na angústia e na ilusão...
Enquanto eu aguardo a visita
Dos demônios da descrença
E da obsessão...
Visita-me, então
Todas as noites, meu bem...
Em nosso mundo particular
Onde não existe nada
Nem ninguém...
Somente eu evocê
E me faz acreditar
Que ainda existem estrelas...
Mas não deixe
Que a superfície do seu mundo
Me afogue...
Pois há muito tempo
Mergulho em águas de dor
E qualquer gota de alegria
É capaz de me matar.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Amor,
Não se enfeite com vestes de cerimônia
Não se aproprie de marcas ou selos
Prefiro te guardar em segredo
Para que não caminhes
por labirintos e rochedos…
Para que não se contamine
Com os males deste mundo.
Vive sossegado
Guardado em minha memória
Imerso em meu sono mais profundo
E nunca me deixes despertar
Para que vivas pra sempre em meu peito
Pois a espera é linda flor que me consola
E sua demora já é minha vida e minha prova.
Assinar:
Postagens (Atom)