terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Carta
Só você tem meus poemas
Todos aqueles que escrevo agora
E todos os outros que andavam perdidos
Endereçados a ninguém...
Cartas escritas a mim mesma
Sob a alcunha do encantamento
As vezes tortas e enganadas
Exiladas em minhas gavetas
Adormecidas num tempo
De lonjuras e mares
A espera da voz
Que as despertasse um dia...
Quero que leia em mim
esses versos intrusos
Habitantes de casas
que não lhes pertenciam
Amantes dos rumores
e das saudades
Sonhos naufragados
Interrompidos por breves
espasmos de desejos...
Hoje, resolvo andar mais devagar
e assim as palavras me escolhem
E seus olhos me alcançam
Amanhecem em mim
E escrevem uma carta
Em longos sorrisos
Pouco a pouco
Para que o gatilho
de minhas andanças
Jamais deixe de ser poesia.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Acaso
O acaso que me trouxe até aqui
Entende bem de casos
E encontros
Pois de desencontros
Meus anseios são propícios
E dói tanto ser muito
Em tempos de tão pouco...
Tampouco, esse acaso traz alento
Sussurra um saborear solitário
em pratos de delícias intensas
Enche-me de superlativos
E me dilacera
Para que o amor ordene
Que minhas palavras
Procurem os papéis
As linhas dos cadernos
os pequenos guardanapos
Dos bares onde despejo
Esse pestanejar de incertezas...
Para que encontrem
As valas onde escorregam
Minhas letras furtivas
Como lagartas
Metamorfoseando-se
Em pequenos vômitos de doçura.
E assim dispenso discursos
Deixo escapar
As prematuras borboletas
Esse inquieto brincar contido
Em meu peito...
Para que me encontre em cada verso
Para que permaneças ao alcance
Dos meus sonhos
Para que esse eterno acaso
Contrarie minhas premonições
E uma ínfima esperança de que fiques
Brote pra sempre em meu leito.
Entende bem de casos
E encontros
Pois de desencontros
Meus anseios são propícios
E dói tanto ser muito
Em tempos de tão pouco...
Tampouco, esse acaso traz alento
Sussurra um saborear solitário
em pratos de delícias intensas
Enche-me de superlativos
E me dilacera
Para que o amor ordene
Que minhas palavras
Procurem os papéis
As linhas dos cadernos
os pequenos guardanapos
Dos bares onde despejo
Esse pestanejar de incertezas...
Para que encontrem
As valas onde escorregam
Minhas letras furtivas
Como lagartas
Metamorfoseando-se
Em pequenos vômitos de doçura.
E assim dispenso discursos
Deixo escapar
As prematuras borboletas
Esse inquieto brincar contido
Em meu peito...
Para que me encontre em cada verso
Para que permaneças ao alcance
Dos meus sonhos
Para que esse eterno acaso
Contrarie minhas premonições
E uma ínfima esperança de que fiques
Brote pra sempre em meu leito.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Universo
Hoje cubro-me de estrelas
Para eternizar nosso encontro
E ocupar esse universo
E ocupar esse universo
De espera e solidão.
Venho te despertar
Do sono da mesmice
E da dúvida de não me querer.
Penso, que na verdade
O amor é essa lava espessa
Esse caminhar perdido
Pelos vales da morte
Essa incerta inspiração.
E em lágrimas contidas
Caminho por ares de concreto
Até encontrar seu destino.
Porque minha busca é árida
E meu solo é companhia.
E por ele trago
O pensamento nos pés
O medo na garganta
E no ventre o coração.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Sábado a noite
Penso que a morte é o melhor remédio
Que os dias já não valem a pena
E que a espera é mero
consolo de quem vive
Penso que sou única
O diabo que desafia a paz alheia
Aquela que delira em verdade
Que vive a margem da inveja
Mergulho com minhas taças de fel
Entre lembranças e desejos
No calor de uma noite medíocre
Em chamas de puro labor
Penso em seus dedos em minha carne
No seu hálito cor de mármore
Nos meus gozos de renúncia
Nas minhas lágrimas disfarçadas
E lembro que sou sua
Desde antes de te olhar
Porque só suas palavras me conhecem
E nelas triste encerro minha busca
Em festejo e funeral de corpo ausente.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Estrada
Caminho assim...
Entre o seu silêncio
E a minha espera
A minha surpresa
E o céu de estrelas
Em que nossas vozes
flutuam...
Entre poesia e ritmo
O belo e o verdadeiro.
E de ventura em sonho
Sigo os dias a cantar
Pisando na areia
Onde o mar arrebenta
Buscando sua voz
Entre brisa e tormenta
Na praia distante
Em que abrigo o meu sono.
Porque meus curtos passos
E meus olhos tão infantes
Só querem de fato
O que é meu:
O alívio do encontro
A certeza das palavras
O sentimento dos poetas
Cada passo do caminho.
Caminho assim...
Entre distâncias relativas
Horas que passam depressa
Atalhos nunca percorridos
A pura realidade
A fluidez de nossas vozes.
Sigo o meu caminho
Voraz
Entre seu cheiro legítimo
E o próximo capítulo
De nosso breve poema.
Porque sou como as crianças:
Gosto de sutileza
De cores leves
De colo quente
E de histórias simples.
Entre o seu silêncio
E a minha espera
A minha surpresa
E o céu de estrelas
Em que nossas vozes
flutuam...
Entre poesia e ritmo
O belo e o verdadeiro.
E de ventura em sonho
Sigo os dias a cantar
Pisando na areia
Onde o mar arrebenta
Buscando sua voz
Entre brisa e tormenta
Na praia distante
Em que abrigo o meu sono.
Porque meus curtos passos
E meus olhos tão infantes
Só querem de fato
O que é meu:
O alívio do encontro
A certeza das palavras
O sentimento dos poetas
Cada passo do caminho.
Caminho assim...
Entre distâncias relativas
Horas que passam depressa
Atalhos nunca percorridos
A pura realidade
A fluidez de nossas vozes.
Sigo o meu caminho
Voraz
Entre seu cheiro legítimo
E o próximo capítulo
De nosso breve poema.
Porque sou como as crianças:
Gosto de sutileza
De cores leves
De colo quente
E de histórias simples.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Para sempre
Quero nosso chão gelado
Aquele em que me aconchega
E me enlaça
E me derrama mil olhares
E me aquece de afago.
Quero aquelas gotas infinitas
Seguidas de doces beijos
Sua dor de quase gozo
Meu calor e seu compasso.
Quero suas respostas
Sem consignas
Seu imediato deguste
Minhas palavras de pecado
Nosso silêncio de acaso.
Quero sua comida viciante
Sua voz ao telefone
A euforia de sexta à noite
Orgasmos de insônia...
Mas só se for pra sempre.
domingo, 18 de novembro de 2012
O amor é de quem relaxa
De quem esquece que ele existe
De quem dedica essa doce canção
A quem menos se espera...
O amor é de quem respira
De quem se reparte em mil pedaços
De quem se ama,de quem se basta
De quem se recria...
O amor é das crianças
de quem traz leveza e paz
Meiguice e confiança...
Presente!
E nem sempre vem embalado
Na melhor das caixas...
Nunca se encaixa
em grandes expectativas.
Ele apenas acontece...
O amor é mesmo um laço
daqueles bem feitos
Que só folga
quando apertamos a fita.
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