domingo, 28 de abril de 2013

Ode à verdade

Hoje estou insana
Falei uma palavra proibida
Saíram da garganta pequenos
Pássaros assustados
Borboletas flutuantes
Sopro de constante brisa
E me senti leve como um malmequer.

Mas ninguém percebeu assim.
O mundo inteiro
Sentiu uma facada no peito
Um sangrar desatinado
Que saiu como um tiro
da boca maldita que a palavra libertou.

Liberta-me palavra louca
Para que jamais assassine meus sentimentos
E mesmo que todos tombem aos meus pés
Ou carreguem pesos insuportáveis
Me deixe escutar a mim mesma pelo menos uma vez!

E de gritos sussurrantes e bocejos caudalosos
O mundo multiplica suas mentiras
Verdades são dardos venenosos
com capacidade de aturdir intelectuais e religiosos
Ateus e mendigos... Homens, mulheres e afins.

Em vãos momentos
E maus bocados
Vamos cedendo espaços
Para o quase, o não é bem assim
O mais ou menos.
Até chegar o dia em que a verdade
Torna-se crime brutal
Inafiançável

Como esse indizível: Eu te amo.

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