Na verdade essa dor
Não é bem na barriga
É um desfalecer de aura
Um sufocamento de desamparo
Frio qualquer de falta de alento.
Me deixo queimar por dentro
E botar pra fora uma solidão aquosa
desatinada...
Misturada a resquícios de desesperanças
Desesperos de pura comodidade
Silenciosos enjôos expelidos em pequenos
sonetos de ardor.
Só porque o que dói em mim nem tem nome:
o esquecimento dará conta de teu trágico fim
Lembranças estarão presentes
nos vasos em que vomito
E talvez dor alguma me faça renascer.
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